Family Notes on Marriage with Leonarda Júlia Gomes Barbosa: Title: Notes
Text:
LEONARDA JÚLIA GOMES BARBOSA, minha bisavó, nasceu em São
Filipe a 18 de Dezembro de 1825 e alí faleceu a 7 de Março de 1893, isto
é, com 68 anos de idade.
Foi enterrada fora do cemitério que então servia a cidade de São Filipe
(conhecido por Cemitério de Baixo).
Um "fulano" que se intitula de jornalista, (eu diria pseudo jornalista)
aproveitando uma passagem por São Filipe do Jornalista (incauto - logo
se verá porque) da TVI, Victor Bandarra, quiz arranjar uma história
sobre o facto da referida Leonarda ter sido enterrada na parte de fora do
tal Cemitério e contou ao colega ?? que a mesma faleceu de parto, fruto
de uma ligação amorosa com um escravo, tendo sida banida da
sociedade, como era costume acontecer às mulheres que se portavam
mal, sofrendo tal humilhação.
Toda esta história não passa de uma imaginação patética (eu diria
maldosa, conhecendo como conheço as intenções de alguns
caboverdianos em menosprezar as antigas e sempre respeitadas
famílias do Fogo).
Senão vejamos:
Como ao tempo era possivel (agora já é) uma mulher de 68 anos ficar
grávida e dar á luz uma criança ???
Nenhuma fonte pode ser citada que teve uma relação amorosa fora do
casamento. Contudo a minha irmã Bia se recorda da nossa avó Lá
(Laura Barbosa Vicente) se referir ao dia do falecimento da Leonarda
comentando a presença dos familiares mais proximos (marido e filhos)
e de toda a "sociedade" .
Foi mãe de 10 filhos, 7 dos quais nascidos entre 1851 e 1866 conforme
dados confirmados.
O ter sido enterrada fora dos limites do cemitério deve-se ao facto de,
na altura do falecimento, o mesmo não dispor de lugares. Assim a
campa foi posicionada fora do muro mas na enfiada das campas
interiores, dando a entender que havia intenção de o aumentar, o que
não se veio a verificar.
O referido jornalista e muita gente que desconhece totalmente a
história das familias do Fogo, quando se refere ao tal cemitério o chama
de "Cemitério dos Brancos".
Outra balela. Nesse cemitério, por sinal particular, mandado construir
pelo sogro da dita Leonarda, FRANCISCO JOSÉ DO SACRAMENTO
MONTEIRO, eram enterrados BRANCOS E PRETOS. Acontecia, como
ainda acontece, que só as pessoas que compram o covato não darão,
findos 5 anos, lugar a outro morto. Para além do de ser um cemitério
particular os "pretos" não tinham condições financeiras de adquirir o
respectivo covato e a sepultura era reutilizada. Mesmo assim pude
verificar alguns mausoleus de
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